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Todos os Editais para o Ano Rotário 2020-21 estarão disponibilizados neste post, facilitando o acesso à informação:
1) Edital de divulgação dos clubes qualificados para pleitear recursos de subsídios da Fundação Rotária.
2) Edital para Seleção de Candidatos à Bolsa do Curso Especialização em Consultoria Ambiental da Funiber
3) Edital de Premiação de Maior Arrecadação através das Empresas Cidadãs
4) Edital de Premiação de Maior Arrecadação das Contribuição à Fundação Rotária
5) Edital de Confirmação de Clubes qualificados para solicitarem recursos de Subsídios da Fundação Rotária
Membros do Interact Club de Navegantes entregaram, esta semana, 25 macacões (Equipamento de Proteção Individual – EPI) para dentistas dos postos de saúde e para alguns profissionais que atuam no Centro de Atendimento do Covid-19 no município de Navegantes.
O ano rotário 2020-2021 começou com o lançamento do projeto: "Precisamos falar sobre violência doméstica e feminicídio", na noite do dia 14 de julho, por meio de uma videoconferência aberta para a familia rotária.
Idealizado pela esposa do atual governador Adriano Zanotto, advogada Cátia Kempf Zanotto, o projeto pretende envolver os cônjuges dos presidentes dos clubes de Rotary no combate à violência doméstica e feminicídio no Estado de Santa Catarina, na área do Distrito 4652.
A intenção é promover campanhas educativas, através de eventos organizados em cada cidade sede de Rotary Club. "Feminicídio é o assassinato pelo simples fato de ser mulher. Precisamos entender que, na maioria das vezes, começa com uma violência verbal e a mulher nem sempre está preparada para isso", explica a coordenadora do projeto, Cátia Kempf Zanotto. Ela comenta que nem sempre a violência deixa uma marca visível, ou seja, pode ser psicológica, sexual, patrimonial ou moral.
Na oportunidade, também foi apresentada a campanha Laço Branco, que consiste no lema: "Jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência".
O projeto conta com vários parceiros, como Governo do Estado de Santa Catarina, Polícia Militar de SC, OAB de Santa Catarina e subseções, Prefeituras Municipais, Associações Empresariais, ACAERT e entidades.
Enquanto o movimento pela valorização das vidas negras ganhava as ruas no Brasil e no mundo nos últimos meses, um grupo de associados do Rotaract, clube de Rotary voltado ao público jovem, se formava para mostrar a representatividade da população negra dentro do mundo rotário.
Filipe Bento, Natália Lopes e Daniel Cerverizzo são de clubes e cidades diferentes, mas se uniram por meio do Twitter para criar um espaço em que os jovens negros do Rotaract pudessem ter apoio mútuo e visibilidade.
“Existem diversos grupos (dentro do Rotaract): para vôlei, para direito, xadrez, lgbtqi+. Ou seja, existem diversos grupos, mas por que não um grupo para pessoas negras?”, questionava Natália. Com o mesmo sentimento e necessidades semelhantes, ela, Filipe e Daniel criaram em maio deste ano o Wakanda Rotária.
Para quem não sabe, Wakanda refere-se a um país fictício do universo de heróis da Marvel, localizado na África subsaariana. Nação do herói Pantera Negra, Wakanda é o país mais avançado do mundo, social e tecnologicamente.
Assim, a referência ao país fictício é carregada de simbolismo para os criadores do grupo do Rotaract. “Tem um termo que a gente usa que chama ‘afrofuturismo’, que é a ideia de se pensar o futuro com um recorte racial. E sempre que a gente fala sobre futuro, a gente tem que pensar em um futuro onde as questões raciais são deixadas de lado, não por negligência, mas porque elas não são mais necessárias. E o filme trouxe essa perspectiva para a gente do ponto de vista estético, onde a gente pode assistir uma obra e ver um futuro onde as questões raciais são ultrapassadas, são superadas”, explica Filipe.
Se você não é negro e acha que essa questão de representatividade não é relevante, é melhor olhar os números e pensar de novo. O Brasil é majoritariamente uma nação formada por negros e pardos (56,10% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), mas eles são minorias em grupos considerados de elite como o Rotary e o Rotaract.
No Rotaract, por exemplo, de um total de 8.366 associados brasileiros, apenas 657 se declaram como negros, ou seja, menos de 8% de seus membros. E esse fato faz uma grande diferença para as pessoas negras que já integram os clubes.
“No ano passado, no último encontro paulista de Rotaracts, eu lembro que em alguma parte do evento, estavam eu e a Natália e eu falei para ela olhar ao redor e ver quantas pessoas afrodescendentes havia ali. E dava para contar nos dedos”, relembra Daniel. “Em um evento que abrange São Paulo e Rio de Janeiro, dar para você contar nos dedos de uma mão o número de afrodescendentes mostra que tem alguma coisa errada. A partir daquele momento, eu vi que a gente tinha que mudar esse cenário”, explica.
Em época de pandemia, e com seus mais de 120 participantes espalhados em diferentes estados brasileiros, o Wakanda Rotária tem realizado seus eventos pela internet. Já foram dois debates, um com o tema “Movimento negro no Brasil: A História” e o outro com o tema “A cronologia das leis brasileiras e seu papel no curso da população negra no Brasil”.
Os temas dos debates foram escolhidos por pesquisa de interesse feita entre os próprios membros do grupo. As “lives” têm atraído uma audiência formada por negros e brancos interessados em conhecer uma parte da história do Brasil que fica um tanto escondida no ensino tradicional de nossas escolas.
“Tem muita coisa que não se aprende na escola ou que a família não ensina. São coisas que a gente tem que ir e correr atrás daquele ensinamento. Então, a gente sentiu que tinha essa necessidade”, destaca Natália.
Além de passar um outro lado da história brasileira, os debates promovidos pelo grupo também visam a ajudar a população negra a entender e a ter maior apoio em situações que, infelizmente, são recorrentes em seu cotidiano.
“Como eu vou saber se é racismo, se eu não tenho conhecimento sobre racismo? Como vou saber se é injúria, se eu não tenho conhecimento sobre injúria?, pergunta Natália. “Então, estamos trazendo esse conhecimento desde o início por meio das ‘lives’”.
O grupo tem servido como importante base de apoio para seus membros, que agora buscam ajuda uns nos outros quando se veem em alguma situação incômoda gerada pela discriminação. “Depois da criação do grupo, eu me sinto mais seguro em abrir questões com os participantes. Perguntar se as pessoas já passaram por uma situação (semelhante)”, diz Daniel. Para ele, o Wakanda Rotária também deu maior visibilidade aos negros dentro do Rotaract. “Em relação aos outros rotaractianos, eles estão nos enxergando mais. Não somos mais pontinhos pretos soltos, agora, é um amontoado, a gente se uniu”, afirma.
Sobre o movimento popular para a valorização das vidas negras, que deu o impulso para a criação grupo, os três acreditam que foi um importante momento de visibilidade midiática para a causa, mas que há questões muito mais profundas a serem atacadas.
“Acho que essas ondas têm importância significativa, sim. Elas fazem a gente refletir. Principalmente quem não conseguia enxergar esses problemas na sociedade. Mas, de onde surge tudo isso, a gente não está nem perto de chegar nessas discussões ainda”, avalia Filipe.
“Aqui no Brasil, a gente ainda não superou a escravidão. Aqui, a maior parte da nossa população mais pobre é também negra, e não é por acaso. Então, o Brasil tem o desafio gigantesco de se enxergar como nação que foi construída em cima de povos que foram escravizados. Assim como a Alemanha tem vergonha hoje do que foi o nazismo, a gente tem que ter essa vergonha do que foi o movimento escravagista aqui no Brasil, que é uma coisa que a gente está longe ainda de conseguir”, aponta.
“Então, acho que essas pautas são importantes, elas trazem uma discussão pontual que é muito relevante, a gente reconhece o valor da discussão, mas, para a gente, está longe ainda, a gente não cria nem uma esperança de que vai mudar muita coisa, porque a realidade é um pouco mais cruel”, diz.
Daniel concorda com a colocação do colega. “O Filipe usou um exemplo que é muito bom, a Alemanha. Lá, existem museus, existem monumentos históricos que estão lá para eles sempre lembrarem do que aconteceu. E o Brasil é totalmente o oposto disso, o Brasil tenta esconder, a gente não fala, parece que é um tabu. Existe um silêncio quando a gente fala nisso (a escravidão e suas consequências)”.
Dentro do Rotaract, eles acreditam que é possível fazer um trabalho para atrair novos associados negros e fazer com que os mesmos se sintam acolhidos dentro dos clubes.
“Acho que o primeiro passo é quebrar aquela imagem de que a família rotária é só para ricos, porque não é. Temos que fazer eventos mais acessíveis, mostrar que a família rotária abraça todo mundo. Nosso trabalho está aí para quebrar essa imagem”, opina Daniel.
“Eu acho que nós fazemos a nossa própria representatividade, permanecendo firmes e fortes nos nossos clubes para que as pessoas de fora vejam que existem pessoas negras dentro da família rotária, existem pessoas que têm voz. Eu acredito que esse é um dos primeiros passos, a nossa visibilidade, a nossa própria permanência para que as pessoas de fora vejam que não é só branco, só rico e assim por diante”, conclui Natália.
Daniel Cerverizzo é associado do Rotaract Club de São José do Rio Preto – Inspiração
Filipe Bento é associado do Rotaract Club de Ouro Preto
Natália Lopes é associada do Rotaract Club de Adamantina
Quem quiser entrar em contato com o grupo pode seguir sua conta no Instagram @wakandarotaria. Usando a hashtag #wakandarotaria no Twitter, você encontra as postagens já feitas sobre os debates do grupo.
Nesta terça-feira (14), às 19 horas, o distrito 4652 promove a primeira reunião virtual sobre o projeto: “Precisamos falar sobre violência doméstica e feminicídio”. O encontro, coordenado pela esposa do governador distrital, advogada Cátia Kempf Zanotto, poderá ser acessado através do link: meet.google.com/yek-kqhs-uuz . Este primeiro encontro é destinado somente à família rotária.
“O comprometimento e a capilaridade do Rotary vai permitir que a informação alcance um grande número de agentes que poderão colaborar pra denunciar, conscientizar e, acima de tudo, educar! O feminicídio começa com a primeira agressão, seja física ou moral, por isso juntos trabalharemos o tema referente à violência doméstica e feminicídio”, destaca Cátia.
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